A história do Vaticano contra os Templários

A relação entre os Templários e o Vaticano foi bastante conturbada. A Ordem cristã foi fundada em 1099 após a Primeira Cruzada com o objetivo de proteger peregrinos a caminho de Jerusalém. Mas quando a cidade sagrada caiu sob o domínio dos muçulmanos, em 1244, começaram a surgir rumores que os Cavaleiros Templários eram hereges que adoravam ídolos em cerimônias secretas de iniciações.

Em 1307, o Rei Filipe IV da França precisava desesperadamente de fundos para honrar suas dívidas com a Ordem. O monarca então ordenou a prisão de todos os Templários, visando extingui-los para que não precisasse pagar o que devia a eles. Após confessar vários pecados sob tortura, seu líder, Jacques de Molay foi morto na fogueira. 

O Papa Clemente V dissolveu a ordem e emitiu mandados contra os membros remanescentes. Com isso, os Templários ficaram com a pecha de hereges. Mas no século XXI, novos documentos revelaram que Clemente V concedeu a absolvição ao último grã-mestre dos Templários, Jacques de Molay, e aos cavaleiros da Ordem. O Pontífice ainda permitiu a eles "receber os sacramentos cristãos e serem acompanhados por um capelão" até os últimos momentos de sua vida.

Quando o Vaticano publicou o documento, chamado "Processus contra Templarios", descobriu-se que Clemente V absolveu os templários, mas que compreendeu que, para evitar um cisma na Igreja, era necessário sacrificar a sobrevivência da Ordem.