Ta Na História

Urgente: Caçar ratos valia uma grana no Rio de Janeiro

Por Thiago Gomide do Tá na História

 

Parceria HISTORY e Tá Na História

 

 

Vamos nos transportar para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, do começo do século XX. Estamos em 1903.

O Rio de Janeiro era uma cidade suja, com problemas de habitação, falta de saneamento, muitas doenças. Entre essas doenças, a peste bubônica, que é transmitida pela pulga dos ratos.

Lembro que essa peste matou milhões de pessoas na Europa e também na Ásia, nas décadas que completam o século de 1300 a 1400. 1/3 da Europa morreu por causa da peste negra.

Em 1903, o Rio de Janeiro teve que encarar esse problema de frente e a caça aos ratos movimentaria a cidade.

O presidente Rodrigues Alves e o prefeito Pereira Passos convidaram o sanitarista Oswaldo Cruz para ser o que hoje nós conhecemos como Ministro da Saúde.

O Rio de Janeiro tinha cerca de 600 mil habitantes e em 1903 mais de 300 pessoas morreram de peste bubônica.

Oswaldo Cruz então resolveu tomar uma atitude ousada: matar os ratos.

O sanitarista criou um grupo de pessoas, onde cada um era obrigado a trazer 150 ratos mortos por mês.

Detalhe: quem trouxesse mais que 5 por dia, iria ganhar mais 300 réis por rato.

A lógica era: quanto mais ratos mortos, mais esse grupo seleto ganhava.

Dava pra tirar um qualquer.

Os ratoeiros, como eram conhecidos, saiam às ruas com ratoeiras, estilingue, veneno de rato, pote de creolina...e uma corneta que anunciava a chegada.

A população viu que podia ganhar um qualquer também vendendo ratos mortos para esses caçadores oficiais. Começou então um Deus nos acuda. O jeitinho brasileiro imperou.

Quer saber se isso deu certo? Quer saber os detalhes? Quer saber como a população ganhou? Quer saber o que Oswaldo Cruz enfrentou? Quer saber?

Aperta o plaaaaaaaay, vai!

 

 

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THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade.