Ta Na História

Uma guerra depois de uma partida de futebol

Por Thiago Gomide do Tá na História.

Parceria HISTORY e Ta Na História

 

Reforma agrária sempre foi assunto quente. Papo de disputa.

Década de 1960. El Salvador e Honduras sofriam com a péssima distribuição agrária: boa parte da terra fica nas mãos de poucas e abonadas pessoas.

Em El Salvador, por exemplo, menos de 2/3 das pessoas não possuíam terras.

Honduras tinha uma vantagem: é maior que El Salvador.

Com o passar do tempo, aconteceu o que acontece até hoje em diversas áreas de fronteira: os habitantes de um país procuram abrigo, trabalho, produção no vizinho mais estruturado.

Pra você ter noção, é estimado que, em 1960, havia mais de 300 mil salvadorenhos em Honduras. Morando em pequenos vilarejos. Produzindo diferentes produtos agrícolas.

O ponto de virada é quando os hondurenhos resolvem lutar pela reforma agrária. Pressão política. O Governo, acuado, pra seguir com a reforma, precisava tirar de alguém.

Pense em dois grupos: de um lado, os pobres salvadorenhos; de outro, estrangeiros milionários, produtores de bananas, exportadores internacionais.

Quem você acha que ia pagar a conta?

O Governo foi pra cima dos salvadorenhos, desapropriando terras. El Salvador, que não queria nem saber de gente voltando pra lutar por reforma agrária, fechou fronteira.

Fechou a fronteira pra seu próprio povo.


A opinião pública dos dois países começou uma sequência de agressões. Xenofobia, sempre ela, rolando solta. Tensões e alguns conflitos em áreas de Honduras.

A população de El Salvador cobrando o Governo o motivo daquele isolamento de salvadorenhos. Como assim fechar a fronteira?

Problema começou a ganhar contornos diplomáticos.

Nesse cenário de caos completo, nada melhor que uma disputa que valia a vaga pra copa do mundo de 1970. Momento errado, com a turma errada.

Os jogos de futebol acentuaram a tensão. Os resultados surpreenderiam. Um conflito aconteceria.

 

Aperte o play pra saber os detalhes.

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THIAGO GOMIDE é jornalista e pesquisador. Foi apresentador e editor do Canal Futura e da MultiRio, ambos dedicados à educação. Escreveu e dirigiu o documentário "O Acre em uma mesa de negociação". Além de ser o responsável pelo conteúdo do Tá na História, atualmente edita e apresenta o programa A Rede, na Rádio Roquette Pinto ( 94,1 FM - RJ). 

A proposta do Tá na História é oferecer conteúdos que promovam conhecimento sobre personagens e fatos históricos, principalmente do Brasil. Tudo isso, claro, com bom humor e muita curiosidade.