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NASA já estuda colocar em hibernação astronautas que viajarem a Marte

O futuro chegou, talvez mais rápido que o esperado, e, de repente, a humanidade tem que pensar em pequenos detalhes que passavam despercebidos e que, chegado o momento, podem se tornar cruciais novamente, como o fator econômico na hora de viajar para Marte. Nesse sentido, a NASA deu um primeiro passo com uma ideia estranha, quase literária, mas, no final, verdadeiramente prática: colocar os astronautas para hibernar durante a viagem, de modo a reduzirem os custos. A letargia diminuiria as funções metabólicas dos astronautas e, portanto, suas necessidades seriam reduzidas. Somando essa possibilidade à alimentação intravenosa, a tripulação poderia viajar para Marte, durante 180 dias, completamente envolvida em um sono profundo.

Por mais estranho que isso pareça, a utilização da letargia é uma realidade há mais de uma década como forma de tratar alguns casos médicos de cuidados intensivos e, agora, pode se tornar um fator decisivo para futuras viagens interplanetárias. Embora, até o momento, o tempo de letargia induzida em pacientes não tenha superado o período de uma semana, os especialistas estão confiantes de que podem torná-lo mais duradouro em um curto prazo. Entre os benefícios de enviar uma tripulação sonolenta a Marte está o fato de seus integrantes poderem viajar em naves menores, com menos comodidade e necessitando de menos água, comida e roupas. Os cientistas estimam que a utilização dessa técnica reduziria em cinco vezes o volume pressurizado necessário para uma missão e em três vezes a quantidade total de massa requerida, passando de 400 toneladas a um peso em torno de 220.

Resta somente estudar a fundo o efeito da hibernação no corpo dos astronautas (e que eles se animem a passar 180 dias mergulhados em um sono profundo). De qualquer forma, o primeiro passo está dado.

Fonte e imagens: Xombit e La Vanguardia