SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Encontrados pertences das vítimas de um dos piores massacres nazistas

Um dos piores massacres cometidos por nazistas aconteceu no final da Segunda Guerra Mundial, na região da Vestfália, na Alemanha. Entre 20 e 23 de março de 1945, tropas alemãs executaram 208 prisioneiros soviéticos e poloneses na floresta de Arnsberg. Agora, arqueólogos encontraram no local centenas de pertences dessas vítimas. 

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Entre os cerca de 400 objetos encontrados, estavam sapatos, botões de roupa, um estojo de óculos, uma Bíblia e uma gaita de boca. Segundo os pesquisadores, além de registrarem as últimas horas de vida das vítimas, os artefatos fornecem informações a respeito das crueldades sofridas por elas. Antes de serem mortos, os prisioneiros eram explorados em campos de trabalhos forçados.

Os massacres aconteceram em três locais diferentes da floresta. Logo após o fim da guerra, tropas americanas descobriram duas das valas comuns usadas para enterrar as vítimas. A terceira foi descoberta no ano seguinte, após uma denúncia anônima. Os restos mortais foram exumados e enterrados em um cemitério.

Em um dos locais, 71 pessoas foram mortas, incluindo 60 mulheres e uma criança. Segundo os pesquisadores, os prisioneiros foram retirados do campo de trabalhos forçados sob um falso pretexto e ordenados a deixar seus pertences temporariamente na beira de uma estrada. Depois disso, foram levados para a floresta e executados. 

Os objetos pessoais das vítimas foram distribuídos entre moradores da região e seu dinheiro ficou com os nazistas. Durante as escavações recentes, os arqueólogos encontraram os pertences que não foram reaproveitados. Além disso, no local também havia cartuchos das munições usadas para matar os prisioneiros. 

A descoberta serve para lembrar dos horrores cometidos pelos nazistas, para que eles nunca mais se repitam. "Temos visto a banalização e a crescente negação dos crimes da Segunda Guerra Mundial e dos nazistas nos últimos anos, mas os assassinatos são uma parte da nossa própria história que precisa ser encarada", disse Matthias Löb, da Associação Regional de Vestfália-Lippe, entidade responsável pelas escavações.


Fonte: Gizmodo

Imagens: National Archives and Records Administration, Washington e Associação Regional de Vestfália-Lippe (LWL)/Divulgação