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SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Documento sugere que o imperador Hirohito aprovou o ataque a Pearl Harbor

A manhã de 7 de dezembro de 1941 ocupa um lugar importante nos livros de História. Nessa data, 353 aeronaves japonesas, entre caças, bombardeiros e torpedeiros, aniquilavam a base naval norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí. Esse episódio foi um dos mais significativos da Segunda Guerra Mundial, pois provocou a entrada definitiva dos Estados Unidos na guerra. O papel do imperador japonês Hirohito no ataque sempre esteve envolto em controvérsia, mas um documento recém-descoberto sugere que ele aprovou a operação.

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Por seu caráter de surpresa, sem declaração de guerra nem aviso prévio, a sangria infligida pelo Japão aos Estados Unidos foi qualificada pelo presidente Franklin D. Roosevelt como “o dia da infâmia”. Hirohito foi oficialmente considerado vítima de uma espécie de insurgência militar japonesa. A responsabilidade pelo ataque acabou caindo sobre o primeiro-ministro Hideki Tojo. No entanto, estudos modernos avaliam que a influência do imperador sobre as decisões foi maior que a que se acreditava a princípio. Um memorando recentemente publicado no jornal Yomiuri reforça esse outro ponto de vista. 

O memorando foi descoberto por um vendedor de livros. Ele manteve o documento em segredo por nove anos, pois o suposto apoio de Hirohito ao ataque sempre foi um assunto delicado no Japão. A nota diz que "o imperador parecia tranquilo e impassível depois de tomar a decisão". O depoimento é atribuído a Hideki Tojo e teria sido registrado por Michio Yuzawa, vice-ministro do interior, horas após a reunião que selou o ataque a Pearl Harbor.

A operação em Pearl Harbor teve a finalidade de neutralizar a Marinha dos Estados Unidos no Pacífico e assim auxiliar o Japão a obter recursos naturais como o petróleo, presente na Malásia britânica e nas Índias Orientais Holandesas. Ou seja, auxiliar os planos militares do Império do Sudeste Asiático.  As consequências foram desastrosas para os Estados Unidos. No total, 8 navios de guerra foram atacados, além de vários cruzadores de guerra e destroieres, que se somaram aos 188 aviões destruídos. No ataque, 2400 norte-americanos foram mortos. No lado agressor, foram contabilizados apenas 80 mortos e cerca de 30 caças derrubados. 


Fonte: ABC 

Imagem: Shutterstock.com