JOGOS

Arqueólogo encontra “tabuleiro” de jogo de quatro mil anos no Azerbaijão

Um arqueólogo encontrou no Azerbaijão resquícios de um jogo de cerca de quatro mil anos. As partidas eram disputadas em um "tabuleiro" entalhado no chão de um antigo abrigo rochoso no Parque Nacional Gobustan. No local, havia uma série de buracos perfurados em um padrão específico.

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 O antigo jogo é chamado de "58 buracos" ou "Cães de Caça e Chacais". Um conjunto completo, com tabuleiros e peças já havia sido encontrado na tumba do faraó Amenemés IV, que governou o Egito entre os anos 1990 a.C. e 1800 a.C. O arqueólogo Walter Crist acredita que o "tabuleiro" encontrado por ele no Azerbaijão seja ainda mais antigo.

De acordo com Crist, o jogo era popular em todo o antigo Oriente Médio, incluindo o Egito, Mesopotâmia e Anatólia. Tudo indica que o "tabuleiro" encontrado no Azerbaijão pertencia a uma tribo de nômades que pastoreavam gado há quatro milênios. Outros arqueólogos sabiam da existência dos buracos no chão do abrigo rochoso, mas não faziam ideia de que se tratava de um jogo.

As regras de "58 buracos" são desconhecidas. Sementes ou pedras eram usadas como peças movimentadas pelos jogadores em um tabuleiro.  Alguns especialistas acreditam que o jogo era parecido com o gamão, mas Crist discorda. Segundo ele, o gamão é derivado de um jogo romano chamado Tabula. 

O arqueólogo acredita que os jogos antigos surgiram para cumprir uma espécie de função social. "Um jogo é uma ferramenta de interação, como a linguagem", disse. "É algo como uma singularidade humana, um tipo de abstração — mover peças em espaços vazios no chão não tem nenhum efeito na vida cotidiana, exceto interagir com outra pessoa", completou. 


Fonte: Live Science

Imagem: Walter Crist/Gobustan National Park/Reprodução