PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

A REBELIÃO DOS BÁRBAROS

De onde veio a palavra “bárbaro”?

A palavra “bárbaro” tem suas origens na Grécia Antiga e era inicialmente usada para descrever todos os povos que não falavam grego, incluindo os persas, egípcios, medos e fenícios.

 

[ASSISTA A REBELIÃO DOS BÁRBAROS. ESTREIA SEGUNDA (12/09), ÀS 22H40]

 

A antiga palavra grega “bárbaros” significava “tagarela” e era onomatopeica: para os ouvidos gregos, pessoas que falavam idioma estrangeiro produziam sons ininteligíveis (“bar bar bar”). Existem palavras similares em outas línguas indo-europeias, incluindo o sânscrito “barbara”, que significa “gagueira”.

 

Foram os antigos romanos, os quais, pela definição original, eram os próprios bárbaros, que transformaram inicialmente o uso do termo.  No final do Império Romano, a palavra “bárbaro” se referia a todos os estrangeiros que não vinham de tradições gregas ou romanas, especialmente as várias tribos e exércitos que pressionavam as fronteiras de Roma. Nunca houve um grupo bárbaro único e unido, e muitas das diferentes tribos – incluindo os godos, vândalos, saxões, hunos, pictos e muitos outros – trocaram de aliança ao longo dos anos e lutaram ao lado de forças romanas contra outros exércitos bárbaros. Mais tarde, estudiosos estenderiam o uso dessa palavra ao escrever sobre ataques a culturas consideradas “civilizadas” (seja a China Antiga ou Roma Antiga) por inimigos externos que não compartilhavam as mesmas estruturas ou tradições.

 

Hoje, o adjetivo “bárbaro” é mais comumente utilizado para descrever um ato brutal ou cruel no limite da selvageria ou do primitivo e não civilizado (ou todas as opções), enquanto “bárbara” é a pessoa que comete esses atos ou apresenta tais características. Essa definição genérica – e explicitamente pejorativa –, quando comparada às acepções gregas e romanas da palavra, mostra claramente o quanto o termo “bárbaro” foi afastado de suas antigas raízes.

 


 

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