MIL DIAS

LÚCIO COSTA

O arquiteto, urbanista e professor Lúcio Marçal Ferreira Ribeiro Lima Costa ficou conhecido pelo pioneirismo da arquitetura modernista no Brasil e também pelo projeto do Plano Piloto de Brasília. Nascido em 27 de janeiro de 1902, em Toulon, na França, até 1917, Costa morou fora do Brasil por causa da profissão do seu pai, o almirante Joaquim Ribeiro da Costa. Depois, no Rio de Janeiro, estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Ele formou-se arquiteto em 1924

Mais tarde, Lúcio Costa passou a ser influenciado pela obra do arquiteto franco-suíço Le Corbusier. Em 1930, ele foi nomeado como diretor da Escola Nacional de Belas Artes com a missão de renovar o ensino das artes plásticas e implantar um curso de arquitetura moderna. Com Lúcio, apareceram pela primeira vez na velha escola artistas ligados à corrente moderna, na sua maioria vindos de São Paulo. Entre os alunos da renovada escola estava o jovem Oscar Niemeyer. Costa também convenceu Le Corbusier a vir ao Brasil em 1936 para uma série de conferências. Em 1939, ele foi coautor do pavilhão brasileiro para a Feira Universal de Nova York, juntamente com Oscar Niemeyer e Paul Lester Wiener.

Em 1957, quando foi lançado o concurso para projetar a nova capital do país, Costa enviou um projeto que foi aprovado quase por unanimidade:  apenas um jurado não votou nele. Costa então desenvolveu o Plano Piloto de Brasília e, como Niemeyer, passou a ser conhecido em todo o mundo como autor de grande parte dos prédios públicos da nova capital do Brasil. Em seu projeto, o automóvel recebeu prioridade, e os blocos de edifícios ficaram afastados, em pilotis sobre grandes áreas verdes. Brasília possui diretrizes que remetem aos projetos de Le Corbusier na década de 1920 e ainda ao seu projeto para a cidade de Chandigarh (Índia), pela escala monumental dos edifícios governamentais.

Depois da obra em Brasília, Costa recebeu convites para coordenar vários planos urbanísticos pelo mundo. Ele morreu no dia 13 de junho de 1998, no Rio de Janeiro.