Hoje na história

11.May.1960

Nazista Adolf Eichmann é capturado na Argentina por agentes do Mossad

O notório Adolf Eichmann foi um tenente-coronel nazista. Considerado um dos principais organizadores do Holocausto, ele foi capturado na Argentina no dia 11 de maio de 1960. Eichmann era responsável por gerir a logística das deportações em massa dos judeus para os guetos e campos de extermínio das zonas ocupadas pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

Vários judeus e outros sobreviventes do Holocausto dedicaram parte das suas vidas na procura de Eichmann e de outros nazistas. Dentre eles encontrava-se Simon Wiesenthal, que soube, através de uma carta que lhe foi mostrada em 1953, que Eichmann tinha sido visto em Buenos Aires. O criminoso de guerra foi capturado na capital argentina por uma equipe do Mossad.

Os agentes da polícia secreta israelense chegaram a Buenos Aires no dia 1º de maio de 1960 para preparar o terreno para ação. Na tarde do dia 11, eles colocaram seu plano em prática. Eles capturaram Eichmann quando ele descia do ônibus para ir ao trabalho, em uma montadora de automóveis. Depois, eles o colocaram dentro de um carro e o levaram a um esconderijo. Após dez dias sendo vigiado pelos agentes, Eichmann foi retirado clandestinamente da Argentina. Os membros do Mossad embebedaram o fugitivo nazista e forjaram um passaporte falso para o alemão, com o objetivo de enganar as autoridades argentinas. No documento, ele era identificado como um membro da tripulação de uma companhia aérea israelense. 

O julgamento de Eichmann se tornou um marco na busca por justiça contra os crimes nazistas. Ele foi considerado culpado por crimes contra a humanidade, crimes de guerra, e crimes contra os poloneses, eslovenos e ciganos. Foi enforcado em junho de 1962. O julgamento recebeu grande atenção da imprensa e fez renascer o interesse pelos acontecimentos da guerra, ajudando a conscientizar o público em geral sobre o Holocausto. A filósofa Hannah Arendt descreveu-o no seu livro Eichmann em Jerusalém como representante da "banalidade do mal".


 

Imagem: Wikimedia Commons