Hoje na história

11.Aug.3114 a.C

Início da atual contagem longa do calendário maia

A contagem longa do Calendário Maia tinha início em um dia equivalente a este no calendário gregoriano, no ano de 3114 a.C. Para aquela civilização, a "natureza cíclica" do tempo tinha aspecto importante e muitos rituais estavam ligados à conclusão e recorrência dos vários ciclos.
 
Uma interpretação cíclica também é notada nos mitos de criação maias, em que o mundo atual e os humanos nele foram precedidos por outros mundos (de um a cinco outros, dependendo de onde vem a tradição) que foram feitos de várias formas pelos deuses, mas subsequentemente destruídos. O calendário deles envolvia o uso de um sistema numérico maia que tinha base numérica 20, e cada unidade de uma dada posição representava 20 vezes a unidade na posição que a precedia.
 
No calendário maia, 20 dias correspondem a um uinal, 18 uinals (360 dias) a um tun, 20 tuns a um k'atun e 20 k'atuns (144.000 dias) correspondem a um b'ak'tun. Em 1958, o astrônomo Maud Worcester Makemson escreveu que "a realização do Grande Período de 13 b'ak'tuns será da maior importância para os maias". Nove anos depois, o arqueólogo Michael D. Coe sugeriu que os maias acreditavam que "o Armagedon degeneraria todos os povos do mundo desde a sua criação, e que no dia do décimo terceiro e último b'ak'tun o universo seria aniquilado, no dia 24 de dezembro de 2013 (depois revisada para 23 de dezembro de 2012) quando o Grande Ciclo da contagem chega a sua conclusão".
 
As previsões apocalípticas foram repetidas por outros estudiosos até o início da década de 1990. Entretanto, mais tarde, pesquisadores disseram que o 13º b'ak'tun não marca o final do calendário. "Não há nada em qualquer profecia maia, asteca ou da antiga Mesoamérica que sugira que eles profetizaram qualquer tipo de grande ou súbita mudança em 2012", diz o estudioso dos maias Mark Van Stone. "A noção de que um "Grande Ciclo" vai chegar ao fim é uma invenção completamente moderna". Susan Milbrath, curadora de Arte e Arqueologia Latino-Americana no Museu de História Natural da Flórida, declarou: "nós não temos nenhum registro ou conhecimento de que [os maias] pensavam que o mundo chegaria ao fim em 2012".  

 


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