Hoje na história

04.Abr.2016

Hacker chantageia Marcela, esposa de Michel Temer

Marcela Temer, esposa de Michel Temer, sofreu chantagem do hacker Silvonei José de Jesus Souza no dia 4 de abril de 2016. As ameaças seguiram até o dia 18 de abril, de acordo com informação que consta em processo judicial movido por Marcela.  Silvonei ameaçava expor áudios que foram obtidos a partir da clonagem do celular de Marcela, na época esposa do então vice-presidente do Brasil.
 

O hacker foi preso em 11 de maio e condenado no dia 24 de outubro de 2016 por extorsão e estelionato. Ele pegou 5 anos e 10 meses de prisão em regime fechado. Alexandre de Moraes, então secretário de Segurança Pública, comandou o caso.

De acordo com notícia divulgada pela Folha de São Paulo em fevereiro de 2017, Silvonei exigia de Marcela o pagamento de R$ 300 mil para não divulgar uma mensagem de voz entre ela e o irmão Karlo Augusto Araújo. De acordo com o hacker, os áudios colocariam o nome de Michel Temer "na lama".

Segundo a Folha, o hacker teria ameaçado Marcela com a seguinte mensagem: "Pois bem como achei que esse vídeo (na verdade, áudio) joga o nome de vosso marido (Temer) na lama. Quando você disse q ele tem um marqueteiro q faz a parte baixo nível... pensei em ganhar algum com isso!!!!". Segundo a Folha, o "marqueteiro" a que Souza se refere é Arlon Viana, assessor de Temer. 

Ainda em abril de 2016, a própria Folha já havia noticiado que Marcela sofria ameaças de um hacker após ter o conteúdo do celular clonado. Na época, porém, a informação era de que o hacker ameaçava divulgar somente fotos comprometedoras da família Temer. Mais tarde, quando todo o caso veio à tona pela Folha, os advogados de Marcela entraram na Justiça pedindo a proibição de reportagens sobre as informações obtidas pelo hacker. O pedido foi aceito pelo juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que vetou a divulgação das notícias no dia 10 de fevereiro de 2017.

 


Fontes: Zero Hora, Folha de São Paulo

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil